Psicoterapia

O termo psicoterapia vem do grego “psykhē”, que se refere à psique, alma, mente, e “therapeuein”, que se refere a cuidar, curar; ou seja, a psicoterapia pode ser definifa como o processo de cuidar da mente, de curar a alma.

A psicoterapia ajuda o ser humano a entender melhor o que acontece com ele próprio e com as pessoas com quem convive. Ela pode tratar dificuldades existentes nas relações interpessoais, distúrbios emocionais, problemas de conduta ou qualquer tipo de desconforto que esteja incomodando. Também pode ser útil em momentos de mudança, em situações de crise ou em ocasiões de tomadas de decisão.

Através da psicoterapia, o paciente tende a descobrir qual o melhor caminho a ser seguido e quais as mudanças necessárias a serem feitas na sua vida para que consiga viver mais satisfeito e realizado com suas conquistas, seu jeito de ser e de se relacionar. 

Não existe um prazo determinado, pois o processo psicoterapêutico acontece enquanto o paciente sentir que está sendo beneficiado com as sessões ou até que o terapeuta perceba que seu paciente já tem condições de trilhar sua própria jornada sozinho.

As sessões costumam ser semanais e, conforme a necessidade e o tipo de problema, a psicoterapia pode ser individual (para crianças, adolescentes ou adultos), grupal, de casal ou familiar.

Psicoterapia Infantil

Costumo dizer que atender crianças é um eterno brincar, sonhar e fantasiar: tudo pela construção de um mundo de faz de conta onde os desejos, os medos e as frustrações vão se apresentando e sendo tratados ao mesmo tempo. 

Adoro atender crianças, mas não me contento apenas com elas. Sinto a necessidade de me manter próxima dos pais e também da escola. Essa parceria me parece fundamental. Gosto, por exemplo, de eventualmente realizar sessões vinculares com um irmão ou com os pais da criança que estou atendendo. Esses encontros enriquecem o meu banco de informações e abrem novas possibilidades de acesso e de conhecimento do meu paciente.

Através de histórias, desenhos, colagens, pinturas, brincadeiras e jogos, a psicoterapia infantil ajuda a criança a identificar possíveis sentimentos ou pensamentos que podem estar lhe incomodando.

Adoecer, desobedecer, brigar, roer unhas ou ter algum outro tipo de tique, ter medo do escuro, mentir, calar-se, não conseguir aprender, ter poucos amigos: tudo isso pode ser perfeitamente normal. Só passa a ser motivo de preocupação quando algum desses comportamentos começa a se repetir de forma exagerada, trazendo desconforto para a própria criança ou para aqueles com quem ela convive.

Alguns acontecimentos como a morte de um parente próximo, a separação dos pais, o nascimento de um irmão ou a mudança de escola também podem ser fatores que justificam uma ajuda terapêutica.

Psicoterapia na Adolescência

A psicoterapia com adolescentes geralmente trata dos conflitos, dúvidas, frustrações, angústias, medos, entre outros inúmeros conteúdos que são tão característicos dessa faixa etária.

No decorrer do processo terapêutico, à medida em que é construída uma relação de confiança e transparência entre terapeuta e paciente, o adolescente vai se sentindo à vontade para descrever seu universo privado, para selecionar o que lhe faz sentido dentre tudo o que já foi aprendido e, aos poucos, vai se dando conta de sua real identidade.

Como terapeuta de adolescentes, estou sempre pronta para ouvir tudo o que eles têm para me contar, estou sempre de braços abertos para acolher suas queixas, sempre interajo de forma descontraída e com humor, mas nunca me esqueço que esse lugar que ocupo é de muita responsabilidade.

Psicoterapia para Adultos

Na psicoterapia de adultos, o paciente tem a possibilidade de partilhar seus sentimentos e pensamentos com alguém que lhe ouve sem crítica ou julgamento, o que torna esse espaço seguro e propício para exteriorizar emoções e experiências que poderiam ser difíceis de dividir com outras pessoas.

A psicoterapia torna-se um diálogo terapêutico onde são encontrados novos significados às situações vividas no cotidiano, com novas formas de sentir, falar e escutar a si mesmo e aos outros.

Como terapeuta de adultos, não vejo os meus pacientes apenas a  partir das suas vivências e sim a partir das relações que são estabelecidas com o mundo, ou melhor, com seus parentes, amigos, colegas de trabalho...

Psicoterapia de Casal

A psicoterapia de casal é indicada quando existe uma queixa de um dos parceiros ou quando a convivência está prejudicada pela falta de comunicação, por crises de ciúmes, desconfiança, problemas sexuais, divergência de opinião quanto à educação dos filhos, além de outras inúmeras situações...

Como terapeuta de casal, busco identificar os pontos divergentes que estão interferindo no relacionamento, para então associá-los com a história de vida de cada um dos cônjuges e com todas as experiências já vivenciadas pelo próprio casal. Gosto de salientar que não tenho a função de agir como uma juíza, apontando quem está certo ou errado. Pelo contrário, tenho a função de agir como mediadora para facilitar o entendimento e a compreensão das dificuldades que precisam ser superadas.

A terapia de casal tem a finalidade de melhorar a comunicação, mudar certos padrões de comportamento que podem estar prejudicando a saúde da vida conjugal e, principalmente, reavaliar as expectativas sobre o relacionamento. Durante as sessões, busco identificar e rever as regras que foram construídas silenciosamente ao longo do relacionamento e que podem estar precisando de uma atualização.

Quem procura a terapia de casal, no entanto, deve saber que o objetivo não é simplesmente evitar o divórcio, e sim melhorar a qualidade do relacionamento e o bem-estar de cada um dos parceiros. Se ambos concluírem  que a separação é a única saída, a terapia de casal passa a ter como foco principal a ajuda para enfrentar a situação da  maneira mais adequada e menos traumática possível, tanto para o casal quanto para as outras pessoas envolvidas direta ou indiretamente no relacionamento.

Psicoterapia Familiar

Muitas famílias procuram a terapia familiar quando estão se desentendendo, enfrentando divergências de opinião entre as gerações ou quando ocorrem mudanças na estrutura da família, como por exemplo: separação, gravidez, morte, nascimento de um filho ou ainda quando o filho cresce e sai de casa. Também é comum que se busque ajuda quando há algum familiar com depressão, transtorno alimentar, transtorno mental ou dependência química.

Como terapeuta familiar, costumo explorar a idéia que cada membro da família tem do problema em questão.

Juntos (eu e os familiares), reavaliamos os padrões de funcionamento, as formas de comunicação, as relações de poder, os vínculos afetivos e os papéis desempenhados por cada membro dentro do sistema familiar. Com isso, novas maneiras de se comunicar, de se comportar e de se relacionar vão surgindo e proporcionando maior facilidade de convívio para os integrantes dessa família. 

Para mim, como terapeuta, é essencial que todos os membros se sintam igualmente responsáveis tanto pelos problemas familiares quanto pela melhora e evolução nas suas interações.

As sessões de terapia familiar podem envolver todos os membros da família ou apenas parte deles, dependendo da necessidade e disponibilidade de cada um.

Psicodiagnóstico

O psicodiagnóstico é um processo de avaliação psicológica que tem o objetivo de conhecer o funcionamento psíquico do indivíduo. É realizado através de entrevistas, técnicas e testes projetivos. Estes testes permitem que a pessoa (adulto ou criança), sem perceber, revele um pouco da sua história de vida e da sua personalidade.

O psicodiagnóstico é muito útil quando há dificuldade para se chegar a um diagnóstico médico, quando alguns tratamentos medicamentosos não estão tendo sucesso ou quando nenhuma explicação é encontrada para justificar algum comportamento que esteja afetando negativamente a pessoa.

Todo o processo dura em média de 4 a 6 sessões e destina-se tanto a crianças quanto a adultos.

Avaliação Neuropsicológica

Neuropsicologia é a ciência que estuda as relações entre o funcionamento do cérebro e o comportamento humano.

A avaliação neuropsicológica é um instrumento diagnóstico composto por testes que analisam funções cognitivas, como: atenção, memória, linguagem e funções verbais, habilidades acadêmicas, capacidade de aprendizagem, organização, planejamento, percepção, funções motoras, humor, comportamento e personalidade.

O seu resultado indica um perfil de todas essas funções e auxilia no diagnóstico diferencial, no planejamento do tratamento e na eventual possibilidade de um programa de reabilitação.

Mais importante do que a simples conclusão se o QI (quociente intelectual) está abaixo ou acima da média, a avaliação neuropsicológica possibilita o conhecimento do indivíduo como um todo, ou seja, qual a influência de cada uma das funções cognitivas para o desempenho geral do paciente, tanto no aspecto intelectual quanto no aspecto psicológico e comportamental.

Esse tipo de avaliação é indicada para crianças ou adultos que apresentam alguma suspeita de alteração cognitiva e/ou comportamental.

O tempo de realização de uma avaliação neuropsicológica varia de acordo com os objetivos e o rendimento de cada paciente. Para a sua conclusão, são realizadas entre 5 e 8 sessões em média, de 1 hora cada, que podem acontecer 1 ou 2 vezes por semana.

A partir das informações obtidas em uma avaliação desse tipo, se necessário, pode-se optar pelo trabalho de reabilitação neuropsicológica, onde o paciente aprende a compensar seus déficits a partir das habilidades que estão preservadas. É um trabalho de caráter individual, pois é totalmente voltado para as necessidades e habilidades de cada um.

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